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5.10.08

BNDES aprova financiamento de R$ 1,5 bilhão para a TIM


CONVERGÊNCIA DIGITAL

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de limite de crédito de até R$ 1,51 bilhão para o Grupo TIM. O aporte financiará parte do plano de investimentos do grupo no período de 2009 a 2013.

Criado em 2005, o instrumento de limite de crédito tem por objetivo tornar mais ágil o processo de financiamento de projetos de investimento de clientes tradicionais do BNDES. Por meio desse instrumento, é aberto um crédito rotativo às empresas.

Uma de suas principais vantagens está no prazo de tramitação para os desembolsos, que gira em torno de dois meses, bem inferior à média de seis meses das operações tradicionais. Isso ocorre porque as empresas apresentam, no ato da solicitação de crédito, além do plano de investimentos, toda a documentação necessária.

Desde 2005, o Banco já aprovou 19 operações nessa modalidade, que totalizam R$ 17,5 bilhões, já incluindo o apoio à TIM. O setor de telecomunicações do BNDES tem uma carteira ativa de projetos financiados que totalizam R$ 17,9 bilhões, incluindo investimentos em expansão da rede, modernização de equipamentos e utilização de novas tecnologias.

O Grupo TIM investirá em tecnologia da informação, expansão, modernização e atualização tecnológica de suas redes, com a ampliação da rede GSM (sistema que armazena dados do celular e permite reconhecimento de um aparelho em qualquer país com mesmo tipo de rede). Além disso, os investimentos prevêem a continuidade do processo de implantação da tecnologia 3G (terceira geração).

Os investimentos do grupo serão acompanhados pelo BNDES, que verificará o progresso da instalação dos principais elementos de rede. Um dos compromissos assumidos pelas empresas de telecomunicações para a obtenção das licenças 3G foi o de levar a telefonia celular aos municípios com população inferior a 30 mil habitantes até meados de 2010.

O Grupo TIM continuará investindo em tecnologia de informação e, também, na expansão e atualização tecnológica de sua rede GSM. Parte dos recursos será destinada ao aumento da eficiência dos sistemas de atendimento ao cliente, por meio da expansão de capacidade e otimização dos sistemas e processos de negócios.

14.5.08

A privataria aparelhada vai bem, obrigado


ELIO GÁSPARI - FOLHA


DEZ ANOS DEPOIS do festivo leilão do Sistema Telebrás, Pedro Jaime Ziller, conselheiro da Anatel, concluiu o monumento da privataria tucana reciclada pelo aparelho empresarial petista. Numa entrevista à repórter Gerusa Marques, ele justificou a compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar com o seguinte argumento: "A BrT e a Oi, do jeito que estavam, corriam o risco de sumir, era questão de tempo".

Quem passa distraído por essa frase pode acreditar que os usuários de 56 milhões de telefones corriam o risco de micar. Num determinado dia as duas empresas sumiriam, emudecendo 26 Estados. Diante desse risco, qualquer esforço seria razoável. Lorota.

Ziller quis dizer outra coisa. Quem corria o risco de sumir não eram as empresas, mas uma boa parte do capital de seus acionistas. Empresa mal administrada quebra e empresa bem administrada ganha dinheiro, coisas do capitalismo.
No mesmo leilão em que o banqueiro Daniel Dantas e os empresários Carlos Jereissati e Sérgio Andrade arremataram as duas operadoras, os americanos da MCI levaram a Embratel por R$ 2,65 bilhões. Passados quatro anos, uma concordata e administrações ruinosas, a companhia foi vendida ao magnata mexicano Carlos Slim por menos da metade do que haviam pago. Coisas do capitalismo.

A Telemar/Oi, a Brasil Telecom e os fundos de pensão de estatais da Viúva que atolaram os bolsos em ambas, operam num capitalismo especial. Com o dinheiro do BNDES, eles convertem aquilo que o economista Joseph Schumpeter chamava de "destruição criadora" das forças do mercado, numa construção criadora de empresários amigos, ora dos sábios tucanos, ora dos comissários de fundos petistas.

No leilão de 1998, Daniel Dantas, associado a alguns fundos de pensão de empresas da Viúva, comprou a rede do Sul do país por R$ 2 bilhões. A Telemar, também associada a fundos de pensão, arrematou 16 operadoras por R$ 3,4 bilhões. Um mês depois, quando chegou a hora de comparecer com o primeiro cheque, a Telemar passou no BNDES e levantou R$ 687 milhões (25% da empresa) a juros camaradas.

O grão-tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros, um dos arquitetos da privatização das teles, chamou os marqueses da Telemar de "telegangue". Não é melhor a reputação da Brasil Telecom. Se fosse verdade o que os comissários dos fundos dizem de Daniel Dantas, ele acabaria preso. A recíproca é verdadeira e quem perdeu nessa briga foi a qualidade da administração da empresa.

As normas do setor de telecomunicações não amparam a fusão dessas duas grandes operadoras. Às favas as normas. O preço combinado para a Brasil Telecom foi de R$ 5,86 bilhões. Comemorando o décimo aniversário da privataria tucana, o aparelho companheiro voltou a ligar o motor do BNDES. O banco entrará com R$ 2,6 bilhões. Com isso, ele e os fundos de pensão das estatais ficarão com 49,8% da Oi/Telemar. Privatizaram o patrimônio e estatizaram a fonte de financiamento.

Com tamanha participação do BNDES e dos fundos de pensão, a empresa corre o risco de cair no colo da Viúva daqui a mais uns dez anos. Pelo lado do banco, pode-se argumentar que seu corpo técnico opera dentro de normas rígidas. Pelo lado dos fundos de pensão, não se deve dizer o mesmo. São instituições vulneráveis a um elemento com o qual Schumpeter não lidou: a destruição destruidora.



8.2.08

BNDES exigirá garantia inédita no crédito à Oi

VALOR Cristiano Romero

O BNDES vai emprestar dinheiro subsidiado para que os empresários Carlos Jereissati, da La Fonte, e Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, comprem ações de seus sócios na Telemar Participações, controladora da Oi. Mas, em contrapartida, o banco terá direito a uma remuneração variável, baseada na valorização das ações da companhia que deverá surgir com a união de Oi e Brasil Telecom (BrT). Se as ações caírem, valerá a remuneração fixa. Se subirem, o retorno do BNDES acompanhará a valorização.

A característica é inédita nos financiamentos do BNDES e ajudará o governo a enfrentar críticas à operação. "É um processo: o banco oferece uma taxa boa, porém tem direito a renda variável. No final, pagarei o empréstimo pela valorização da ação. E ninguém tem dúvida de que a ação vai valorizar", explicou uma fonte envolvida nas negociações.

O BNDES deve desembolsar cerca de R$ 2,5 bilhões para financiar a reestruturação societária da Oi, passo que antecede a oferta de aquisição do controle da BrT, prevista para ocorrer até o fim da próxima semana. Da união das duas operadoras surgirá o que o governo vem chamando de "supertele nacional".

Do total do empréstimo, R$ 1,25 bilhão irá para os grupos Andrade Gutierrez e La Fonte. Com esse dinheiro, mais R$ 400 milhões de recursos próprios, os dois comprarão as participações da GP Investimentos, da Lexpart (Citigroup e Opportunity) e das seguradoras do Banco do Brasil na Telemar Participações. Outro empréstimo, de cerca de R$ 1,3 bilhão, será feito à Telemar Participações. Ao fim do processo, Andrade, La Fonte e Fundação Atlântico (fundo de pensão da Oi) terão o controle da holding da Oi, com 51%. O BNDES reduzirá sua fatia de 25% para 16,5%, vendendo a diferença para Petros e Funcef. A Previ manterá sua fatia de 12,5%.

Na BrT prosseguem as disputas entre os fundos de pensão e o Opportunity. É possível que as várias ações judiciais entre os sócios não sejam encerradas. Por isso, todas as cinco figuras jurídicas que existem no controle da BrT terão de ser mantidas. Quem deve sair ganhando é a Receita Federal. Na estrutura em cascata, a incidência de imposto sobre ganho de capital é cumulativa.

16.2.07

BNDES anuncia R$ 1 bilhão para financiar implantação da TV Digital

Convergência Digital | Luiz Queiroz

O BNDES pretende destinar inicialmente R$ 1 bilhão até 2013, para o financiamento da indústria no Sistema Brasileiro de TV Digital. O anúncio foi feito pelo presidente do Banco, Demian Fiocca, em solenidade no Palácio do Planalto da qual contou com as presenças do presidente Lula e dos ministros Hélio Costa (Comunicações) e Dilma Rousseff (Casa Civil).

Segundo Demian Fiocca, o dinheiro faz parte do "Programa de Financiamento do BNDES para TV Digital", nome dado pelo banco para diversas linhas de crédito que comporão o esforço governamental de garantir condições financeiras para a mudança do sistema analógico para o Digital.

"Nós montamos um conjunto de linhas de financiamento, para que o país possa tirar o melhor proveito possível desse novo paradígma, que deverá propiciar um salto tecnlógico no país, e também propiciar incentivos à cadeia de produção envolvida neste setor", destacou.

O presidente do BNDES explicou que as linhas de financiamento do banco serão focadas no atendimento dos seguites setores da TV DigitaL:

- Apoio à infra-estrutura para os radiodifusores, para digitalização das redes de emissoras e retransmissoras
- Apoio para produtores de equipamentos e componentes;
- Apoio à produção de conteúdos; e
- Apoio à pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

"Esta última linha de financiamento visa podermos incorporar a tecnologia no Brasil. Para o BNDES isso é muito importante, porque permite darmos um salto no desenvolvimento tecnológico,e também tirarmos proveito para o resto da economia", afirmou Demian Fiocca.

Chips

Durante evento no Palácio do Planalto, também foi assinado o convênio entre o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) e o BNDES, voltado para o desenvolvimento do primeiro chip para a TV digital brasileira.

O projeto terá parceria da Telavo, que produzirá seus transmissores com o chip nacional. O financiamento do banco para o projeto é de R$ 4 milhões, sendo R$ 2 milhões para o desenvolvimento e outros R$ 2 milhões em equipamentos para testes, num prazo de 30 meses. Os recursos serão provenientes do Funtec, o primeiro concedido pelo BNDES para projetos de TV Digital.