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7.7.08

Pane na Telefônica: funcionários suspeitam de sabotagem

São Paulo - Fontes ligadas à empresa afirmam que rede ficou fora do ar porque dois roteadores pararam de funcionar ao mesmo tempo.

O problema da rede da Telefônica, que deixou boa parte de São Paulo offline, pode ter sido causado por sabotagem interna. A suspeita foi informada por funcionários da companhia, que preferiram não se identificar.

Segundo um deles, uma semana antes do incidente, foram demitidos cerca de 700 funcionários da Telefônica, por conta de fechamento de contrato de terceirização com fornecedores como Ericsson, Juniper e Nortel. “Achamos que foi uma intervenção cirúrgica, muito bem feita. Além disso, a empresa já passou pelo mesmo problema no ano passado, mas ele não tinha sido tão grave”, declarou.

Segundo um funcionário, o sistema de contingência da empresa não estava preparado para dar suporte a uma transferência de praticamente 100% do tráfego.

Eduardo Tude, analista do blog Teleco, não acredita na possibilidade de sabotagem. “Se fosse apenas isso, seria mais rápido para resolver. Não vejo uma pane desse tamanho acontecendo por um ataque pontual.”

“Se fosse para desenhar um cenário possível para a falha”, defende o especialista, “é mais factível uma falha sistêmica de software, que pode ter sido causada pelo crescimento da rede”.

Um especialista em telecomunicações que atua no mercado há 19 anos, informou que a pane aconteceu porque dois roteadores de backbone que sustentam a rede travaram simultaneamente. Um deles é da Cisco e o outro da Juniper - e um é redundante do outro.

Para o especialista, a sabotagem é uma das suspeitas para o problema, mas a hipótese ainda não foi confirmada. "É difícil dizer [que foi sabotagem], mas é mais difícil ainda equipamentos de dois fabricantes parar ao mesmo tempo", ressaltou. "Nunca vi isso acontecer, ainda mais quando os equipamentos são backbones, que são super máquinas", completou.

Procurada pela redação do COMPUTERWORLD, a Telefônica não confirma a informação.



9.5.08

Empresas de Informática e Telecom na Lei de Inovação


CONVERGÊNCIA DIGITAL


O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, deu nesta quinta-feira (08/05) uma excelente notícia para a indústria de Informática e Telecomunicações. Segundo ele, o governo reconsiderou sua posição e, agora, permitirá que as empresas do setor possam também participar da Lei de Inovação. Segundo Rezende explicou ao deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), que há anos vem brigando por essa causa, o anúncio oficial ocorrerá na próxima segunda-feira, 12/05, quando o presidente Lula anunciará a nova política industrial.

Rezende fez uma visita para a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Ele conversou com os parlamentares sobre os planos do MCT para 2008 e antecipou essa medida, a ser anunciada pelo governo na próxima semana durante o lançamento da nova política industrial do setor, quando foi indagado pelo deputado JúlioSemeghini (PSDB-SP), sobre o tema.

Equívoco

Em meados de 2007 ao sancionar a lei 11.484, o presidente Lula acatou os argumentos da Receita Federal de que o setor de informática e Telecomunicações já era beneficiado pela Lei 8.248, a Lei de Informática, e vetou a presença dessas empresas na nova Lei de incentivos à Inovação tecnológica. Foi um tremendo equívoco e um balde de água fria na indústria.

"A proposta de revogação configura-se contrária ao interesse público devido ao fato de que o artigo que se pretende revogar ter sido introduzido na Lei nº 11.196, de 2005, exatamente para evitar que houvesse duplicidade de benefícios fiscais relativos ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e ao Imposto sobre Produtos Industrializados", justificou o presidente, em sua mensagem de veto encaminhada ao Congresso.

Novos tempos

"O ministro Sérgio Rezende disse que esta fase de compreensão dos objetivos da lei já foram superados por alguns técnicos da Receita Federal que tinham uma visão distorcida em relação à Lei de Inovação", disse Semeghini.

Segundo o parlamentar, o governo passou a entender que as empresas beneficiadas pela Lei de Informática recebem incentivos para a produção e o que se quer, agora, é que elas aportem recursos também em inovação. "O que desejamos é ampliar os investimentos em inovação e isso parece que, agora, foi finalmente entendido pelo governo", comemorou Semeghini.

Pela nova política industrial, os incentivos da Lei de Inovação contemplarão a redução de IPI para bens de investimentos em P&D e redução de Imposto de Renda nas atividades também relacionadas à pesquisa e desenvolvimento.



30.5.07

Padronização é o maior desafio do Mobile Banking

Convergência Digital

O diretor de Tecnologia da Federação Brasileira de Bancos, Carlos Eduardo Fonseca, admite que para transformar o celular num meio de pagamento efetivo, operadoras, bancos e governo terão que sentar à mesa e criar um modelo de negócios, como aconteceu com o SPB -Sistema de Pagamentos Brasileiro, que completou cinco anos de funcionamento no último dia 22 de abril.

O batizado SPB Mobile, explica Fonseca, requer uma padronização efetiva de serviços, especialmente, nos de clearing (câmara de compensação) e de mensageria. "Hoje tudo funciona de forma isolada. Cada um usa o que quer. Assim, a mobilidade não vai nunca deixar de ser um nicho", alertou o diretor da Febraban.

Este ano, aliás, a mobilidade é o tema central do CIAB 2007. Não à toa, existe tanta preocupação em fomentar o negócio. A idéia da Febraban, explicou Carlos Eduardo Fonseca, é incluir a CIP - Comissão Interbancária de Pagamentos do Banco Central - como o meio de fomento para os negócios. A entidade do Banco Central atuaria como elo de ligação entre os bancos, as operadoras e os desenvolvedores de soluções.

"No SPB funcionou muito bem. Para montarmos esse modelo, todos sentaram à mesa e houve uma padronização de serviços, de infra-estrutura", observou o diretor da Febraban. "Com a mobilidade não poderá ser diferente. Infelizmente, hoje, há pilotos isolados. Não há uma busca pela interoperabilidade.A padronização, especialmente, dos serviços de mensageria são cruciais para o sucesso de adotar o celular como meio de pagamento", destacou.

Apesar de todo o marketing ligado ao tema 'mobile banking', a própria pesquisa da Febraban admite que há poucas iniciativas em curso. Entre elas, ganha destaque o uso da ferramenta no Banco do Brasil, que apesar de ainda estar muito focada em consultas a extratos e saldos, já atinge 440 mil correntistas da instituição.

Depois de sentar à mesa, com a provável intervenção do Banco Central e da cIP, como aconteceu no SPB, os bancos e as operadoras também terão que discutir o melhor modelo de negócios, e nesse tópico, surge a necessidade de a CIP, provavelmente vir a atuar ou gerenciar uma clearing para centralizar o volume de tráfego e as ligações efetivadas.

" Ter uma clearing no mobile banking me parece essencial. As operadoras precisam centralizar o tráfego para montar o modelo de tarifação do serviço. O custo da aplicação móvel ainda é elevado, seja no item voz, seja no item dados. Há gordura para enxugar", declarou Fonseca.

"Além disso, não é possível centrar esforços tão somente para determinados tipos de terminais, os mais caros e voltados para as classes de maior poder aquisitivo. O mobile banking tem que ir para todos os correntistas", completa o diretor de Tecnologia da Febraban.

Sem querer entrar no mérito político da discussão, Fonseca, da Febraban, também se mostrou preocupado com a demora do governo em definir a migração do serviço móvel para a Terceira Geração. "Sabemos que a 3G, além da velocidade, agrega valor aos serviços, assim como, pode ajudar na inclusão digital e social do brasileiro", destacou.

No CIAB 2007, haverá a apresentação do uso da tecnologia de mobile banking pelo banco sul-africano FNB (First National Bank). A palestra será ministrada pelo CIO (Chief Information Officer) da instituição, Len Piennar. O FNB possui quase um milhão de clientes exclusivos do canal móvel.

Nesta quarta-feira, 30/05, a Febraban apresentou a pesquisa "Setor Bancário em Números", nela ficou estabelecido que o orçamento de Tecnologia da Informação dos bancos será de R$ 15, 5 bilhões em 2007. Os investimentos em novos sistemas e tecnologias são estimados em R$ 5,9 bilhões. Além disso, o estudo apontou ainda que o Brasil, este ano, ultrapassou a marca dos 100 milhões de correntistas.

Mais notícias sobre a venda da Avaya

Convergência Digital


Os principais jornais dos EUA, entre eles, o portal CnetNews.com e o jornal The Wall Street Journal, publicam reportagens, tendo como fontes executivos supostamente envolvidos na negociação, onde afirmam que a companhia contratou o banco Credit Suisse para negociar a venda de parte ou do total das suas ações. A empresa, cujo valor foi estimado em US$ 6,1 bi, teria dois fortes interessados: Cisco e Nortel. No Brasil, A Avaya é responsável por grandes projetos IP e recém-contratou Cleber Morais, ex-Sun, para comandar suas atividades no país.

Segundo as reportagens, já houve uma rodada de negociações entre as empresas interessadas e o banco, contratado para cuidar da transação pela Avaya. Oficialmente, no entanto, a fabricante não quis se posicionar. A Avaya é resultante do spin-off da Lucent, ocorrido em outubro de 2000. No ano fiscal que encerrou em setembro de 2006, a fabricante reportou um lucro de US# 2,12 milhões e uma receita de US$ 5,12 bi. Atualmente, emprega 20 mil empregados.

As especulações em torno da possível venda da Avaya ganharam força na última sexta-feira, 25, quando analistas de mercados afirmaram que a fabricante seria uma 'candidata forte' para compra, num momento de consolidação de negócios entre operadoras e fornecedores no setor de telecomunicações. A empresa, além de ser rentável, possui um time de especialistas reconhecidos e uma carteira de clientes considerável - entre eles, o banco ABN Amro, que fechou um contrato mundial de telefonia IP, que deu para a Avaya Brasil, a liderança no mundo de portas IP corporativa a partir da migração dos ramais da instituição no país.

A consolidação de fornecedores não é novidade. A Avaya, hoje, está no papel de 'caça'. Mas, no ano passado, por exemplo, ela seria a 'caçadora', já que houve várias especulações com relação à possível aquisição pela fabricante da unidade de redes corporativas da Siemens, que oficialmente está à venda, desde que a empresa alemã anunciou a fusão com a Nokia.

A surpresa nessa 'disputa' pela Avaya é a presença da Nortel, empresa que também é considerável vendável. No entanto, é bom lembrar que a fabricante canadense fechou uma forte aliança comercial com a Microsoft, bastante interessada em 'ganhar posições' no mercado IP, e poderia estar capitalizando a Nortel para enfrentar a Cisco, também parceira da Microsoft em vários negócios, mas concorrente direta no mundo IP.

29.5.07

Avaya e Nortel juntas?