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24.3.09

ANATEL empacada no que nos importa


SCM, concentração Abril/Telefônica, Wi-Max, novo Plano Geral de Metas de Universalização, tudo parado na Anatel por questões políticas

Falta consenso e falta pressa. Será que estão esperando 2010 chegar?




17.3.09

LTE o quê?!



Enquanto muita gente ainda se diverte na "banda larga" 3G, os fabricantes já estudam a implementação do padrão LTE, que provavelmente será o padrão 4G para o mercado nos próximos anos.


O mais interessante para o LTE é que ele é mais rápido, em teoria, que o WiMax, o tão esperado padrão de banda larga móvel que não vingou no país até hoje.


Espera-se, assim, que cheguemos de fato à banda larga móvel, já que atualmente as velocidades reais desta modalidade de acesso sequer fazem cócegas na banda larga verdadeira, via cabo ou ADSL.

20.2.09

Com novos leilões, Anatel quer impulsionar banda larga no Brasil


G1


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se prepara para colocar no mercado pelo menos duas licitações de frequência este ano como forma de impulsionar o uso da banda larga no Brasil, seja pelos meios fixos ou móveis.

Nelson Takayanagi, gerente geral de comunicações pessoais terrestres da Anatel, explicou nesta quinta-feira (19) que a agência pretende iniciar neste ano a licitação da faixa de 3,5 GHz e, em dois meses, pretende lançar a consulta pública para a faixa de 2,5 GHz. Em ambas as faixas é possível se conectar com a tecnologia WiMax, de banda larga sem fio.

Em 2010, o órgão regulador também quer avaliar o uso da faixa de 450 MHz para conexões à internet, de acordo com o executivo, que participa de encontro promovido pelo órgão regulador de Portugal, a Anacom.

"Em 2018 estimamos 120 milhões de acessos de banda larga móvel no Brasil", disse Takayanagi. "Em junho de 2008 havia no Brasil 830 mil acessos em banda larga e em dezembro o número já era de 2,435 milhões", citou. 


Disputa

Simultaneamente, o conselho discutiu colocar em consulta pública também a faixa de 2,5 GHz. "Não está sendo fácil porque há interesse das operadoras de celular, que querem toda essa faixa para a banda larga e dos operadores de TV paga, que querem mantê-la", explicou ele.

Companhias como a TVA oferecem o serviço de TV por assinatura em diversas cidades brasileiras através da tecnologia de microondas de rádio (MMDS, da sigla em inglês) na faixa dos 2,5 GHz atualmente.

"As operadoras móveis dizem que essa é a faixa do futuro. Seria a fase seguinte da banda larga móvel, um padrão mundial", disse. Por isso, Takayanagi explicou que a Anatel deve destinar parte da frequência para a televisão e parte para a banda larga pelo celular. Com a consulta pública, disse ele, "a idéia é colocar isso para discussão. Não é possível esperar mais tempo". 

 
Cancelamento
 
No caso da faixa de 3,5 GHz, a Anatel chegou a agendar um leilão em setembro de 2006, mas um questionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) e algumas liminares na Justiça fizeram que a agência cancelasse o processo.

"Na última licitação, apareceram mais de 100 interessados que apresentaram proposta firme", lembrou o gerente. Para a nova licitação, existem atualmente "mais de 1 mil empresas interessadas", afirmou ele.

Na licitação anterior, a Anatel proibia as concessionárias de participar. Elas, entretanto, entregaram propostas através de liminares na Justiça.

No novo leilão, Takayanagi entende que a agência "vai ter de colocar espaço para as grandes empresas, mas vai ter colocar espaço para as pequenas também". Segundo ele, para tentar equilibrar o mercado, "provavelmente vamos exigir que a rede da grande dê espaço para a pequena prestar o serviço usando a rede da grande", como no modelo das operadoras virtuais de celular. Ele salientou, entretanto, que "isso ainda não está definido e vai a conselho e para consulta pública".


30.1.09

Em dificuldades, Nortal abandona WiMax




INFO



TORONTO - A Nortel Networks comunicou na quinta-feira (29/01) que decidiu abandonar seus negócios de tecnologia WiMax. 


A companhia canadense afirmou também que encerrará uma parceria com a Alvarion, na qual revendia produtos de acesso à rede WiMax fabricados pela Alvarion e a ajudava a desenvolver tecnologias.


Meses antes de pedir proteção contra falência, a Nortel divulgava que as redes WiMax eram eram uma das principais promessas do mercado de banda larga.

Analistas já vinham especulando que a companhia precisará renunciar a alguns de seus negócios se quiser sobreviver.


5.11.08

Google consegue liberação para wi-fi 2.0


E no dia das eleições americanas, o Google conseguiu uma enorme vitória perante a FCC e possivelmente contra as operadoras celulares americanas. O órgão regulador americano liberou testes para o uso futuro do espectro não utilizado para wi-fi 2.0.


Com a decisão, o Google e outros provedores de tecnologia podem vir a ameaçar operadoras móveis, ao prestar serviços de acesso à internet sem fio com alcance maior do que o atual wi-fi, e o que é pior, a preços mais baixos!

Agora é esperar pra ver se no Brasil algo do gênero pode ocorrer algum dia, apesar de que nem espectro de wi-max se vende no país sem licitação, a orientação do Governo brasileiro é lucrar com licitações e deixar a concorrência pegar fogo...

30.10.08

WiMAX: mercado quer 3,5 GHz já


CONVERGÊNCIA DIGITAL

O momento é agora, acredita a Intel. O mercado brasileiro está maduro e demanda as soluções WiMAX para banda larga. No que depender da empresa, ela continuará empenhando todos os esforços para auxiliar o governo a promover inovações na regulamentação do uso do espectro em benefício dos consumidores.

"Nosso foco hoje é no segmento de 3,5 GHz. O WiMAX em 3,5 GHz vem impulsionando novos modelos comerciais, novos serviços e aplicações", afirma Peter Pitsch, diretor de Políticas de Comunicações da empresa.

Quanto mais rápido houver a liberação do uso da freqüência de 3,5 GHz, melhor. A partir daí, a própria dinâmica do mercado se encarregará de impulsionar novas demandas por soluções baseadas no WiMAX móvel, em 2,5 GHz. Ou DTV, em 700 MHz. Hoje, a freqüência de 700 MHz é usada no Brasil para TV em UHF.

Na opinião de Pitsch, a Anatel está mais consciente sobre as possibilidades da tecnologia WiMAX em 3,5 GHz e seu potencial para indução do crescimento da banda larga no País.

Começa a crescer também a consciência de que o WiMAX pode e deve ser uma solução complementar ao 3G, como vem acontecendo já hoje em Baltimore, nos Estados Unidos, com a rede da Sprint, em parceria com a Clearwire. Embora ainda aguarde a aprovação do FCC, o órgão regulador americano, está pronta para começar a operar com dispositivos dual-mode 3G/4G.

"O importante é que lá os consumidores estão sendo beneficiados. O custo das conexões é muito baixo. E as velocidades de download e upload, altas", explica Pitsch.

Ex-integrante do FCC, o órgão regulador americano, Pitsch acredita que para assegurar a difusão e o acesso à banda larga de alta qualidade as autoridades reguladoras devem adotar uma nova maneira de gerir o espectro, como vem fazendo hoje o próprio FCC.

"Durante muitos anos se aceitou que o espectro fosse gerido como um bem escasso. Mas a evolução tecnológica vem mudando isso. Tento mostrar aos governos que eles saem ganhando mais se gerirem o espectro com criatividade. Adotando políticas de neutralidade tecnológica e uso flexível", diz ele.

A Intel acredita que os países que gerirem o espectro de forma inteligente estarão em melhores condições de se beneficiarem da revolução que as tecnologias avançadas de rádio farão nas comunicacações de dados. Terão uma melhor conectividade em banda larga para acessar dispositivos mais baratos e um nível de vida mais elevado.

"O Brasil está em um bom caminho. Estamos confiantes. A mensagem que deixo é a de que é preciso ter rapidez e flexibilidade", finalizou o executivo.

8.7.08

América Latina tem mais de 50 operadoras que atuam com WiMAX

Tecnologia de internet banda larga sem fios deve continuar crescendo na região, segundo dados do Portal Convergencialatina relativos a fevereiro deste ano. No Brasil, a companhia cita três: Embratel, DirectNet e Vant. A Telefonica aparece em El Salvador e no Peru.

Segundo dados da consultoria Convergencialatina relativos a fevereiro deste ano, em toda a América Latina há mais de 50 operadoras que estão implementando ou já têm projetos comerciais de WiMAX. No Brasil, a companhia cita três: Embratel, DirectNet e Vant. A Telefonica aparece em El Salvador e no Peru, enquanto a Colômbia tem nada menos do que 11 operadoras. Os analistas consideram que a tecnologia seguirá crescendo, mas nos próximos meses deve haver uma "explosão comercial" com a versão móvel, a 802.16e.

O WiMAX móvel promete oferecer acesso à Internet em qualquer lugar, incluindo as regiões onde ainda não há desenvolvimento da telefonia 3G. Ainda de acordo com a Convergencialatina, o mercado na região tem se desenvolvido a partir de diversos modelos de negócios. Há desde pequenos operadores que focam os nichos geográficos ou comerciais até grandes players que vêem no WiMAX a possibilidade de expandir sua zona de cobertura.

A consultoria irá discutir o assunto no evento 3° Conferencia WiMAX Latinoamerica, que acontece em Buenos Aires (Argentina), nos dias 2 e 3 de setembro. A lista completa das mais de 50 das operadoras está disponível aqui.



1.7.08

WiMax: Minicom defende licenças com mobilidade e redes sociais


CONVERGÊNCIA DIGITAL

Durante o 14º Encontro Tele.Síntese, da Momento Editorial, realizado nesta terça-feira, 01/07, na capital paulista, e que teve como tema "As licença de WiMAX: Alternativas de Modelagem", o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, em entrevista à jornalista Míriam Aquino, do portal Telesintese (www.telesintese.com.br) enfatizou que a mobilidade deve ser uma pré-condição para a venda do espectro no WiMAX.

A cobertura realizada pelos jornalistas Miríam Aquino, Bruno de Vízia e Fátima Fonseca apurou ainda que a WxBR, joint venture nacional formada pelas empresas Asga, Icatel, PadTec e Trópico, para a construção de redes e insumos para WiMAX, promete lançar seus primeiros produtos comerciais num prazo de três meses.

Segundo informações fornecidas por Carlos Klemz, presidente da WxBR, aos jornalistas do Telesíntese, os protótipos em 3,5GHz, para serem testados pelas operadoras e homologados pela Anatel, chegam ao mercado em julho. O executivo disse ainda que a empresa desenvovle produtos para as faixas de 2,5GHz e 5,8 Ghz, entre eles, CPEs indoor e outdoor, modems USB e terminais WiMAX. Esses equipamentos deverão ficar disponíveis no segundo semestre. A WxBr planeja ainda terceirizar a estrutura fabril e, segundo Klemz, a tendência é a utilização da infra-estrutura da Asga.

Plano de numeração para SCM e Rede Social

No evento, ainda de acordo com a cobertura realizada pela equipe jornalística do portal Telesíntese, o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, defendeu que as empresas de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) recebam imediatamente números próprios, de forma que possam acirrar a competição na oferta de banda larga. A Anatel, no entanto, mantém uma postura mais cautelosa com relação ao tema.

A posição se contrapõe à da Anatel. Na semana passada, o gerente geral de serviços privados do órgão regulador da Anatel, Nelson Takanayagi, no WiMAX Brazil, realizado na capital paulista, afirmou que o órgão regulador reluta em conceder a numeração para as provedoras de SCM porque tem a missão de preservar o direito das operadoras de SMP - que pagaram caro pela licença e são submetidas à regras de qualidade e universalização - diante das operadoras de SCM, onde não há essas restrições.

Por sua vez, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, defendeu a reserva de uma faixa de freqüência do espectro do WiMAX por parte da Anatel para viabilizar a criação de uma rede social.

Essa infra-estrutura, segundo ele, atenderia as camadas da população residentes em áreas não atendidas pelas operadoras porque têm uma baixa densidade populacional ou porque concentram uma população de baixo poder aquisitivo.

Santanna avaliou que o principal 'nó' no setor de telecomunicações é a última milha e que uma rede social, com tecnologia WiMAX, pode vir a ser a opção para se ter acesso banda larga com custos menores do que os praticados atualmente.

26.6.08

Discussão sobre WiMax não avança


CONVERGÊNCIA DIGITAL

A discussão em torno do uso da faixa de 2,5GHz para o WiMAX permeiou todos os debates realizados no WiMAX Brazil, evento organizado pela Network Eventos, realizado nos últimos dois dias (23 e 24), na capital paulista, e provou uma tese: O assunto não será de fácil resolução por mexer cada vez mais com novos agentes.

O gerente-geral de Serviços Privados da Anatel, Nelson Takanayagi, por exemplo, admitiu que sem uma definição concreta com relação ao futuro do 2,5GHz - se as renovações das licenças serão feitas - elas começam em janeiro de 2009 - ou não - também fica "complexo" acertar as arestas com relação ao novo edital para a venda das freqüências de 3,5GHz, uma vez que o grande entrave é o mesmo: a inclusão da mobilidade e o possível prejuízo que essa aplicação poderá trazer para o Serviço Móvel Pessoal, que pagou, e caro, pelas licenças de serviços celulares e de Terceira Geração.

O gerente operacional de Planejamento de Espectro do órgão regulador, Marco Antonio Tavares, bem que tentou amenizar a polêmica em torno do que poderia vir a ser o uso eficiente do espectro no país. "Não dá prazer nenhum à Anatel retomar espectro. É uma ação bem mais complicada do que fazer um novo edital", destacou na sua aprentação.

"Portanto posso garantir que os estudos feitos na Agência não têm qualquer intenção de prejudicar quem quer que seja. Mas é preciso se adequar à normatização mundial e, claro, também, pensar na escassez de freqüência", completou o técnico da Agência Reguladora.

Ainda assim não foi possível evitar o embate. Fabricantes de equipamentos em 2,5GHz, entre eles a Samsung, por exemplo, afirmam que têm produtos na Anatel há mais de dois anos à espera de uma certificação.

Eles reclamam que se houve a liberação da homologação de produtos para 3,5GHz - faixa também em discussão - com a presunção que a função mobilidade não seria utilizada pelas operadoras que, hoje, podem usar a freqüência (leia-se Embratel e Brasil Telecom), também poderia haver o mesmo processo para 2,5GHz. No cronograma atual da Anatel - as faixas de 2,5GHz e 3,5GHz - são voltadas para serviços fixos, e não, móveis.

Um caminhão de senões

O problema com a faixa de 2,5GHz é, de fato, bastante complexo, principalmente depois que a UIT, a reconheceu como também passível de uso para serviços móveis de última geração. Aqui no Brasil, hoje, essa faixa é ocupada pelas operadoras de MMDS (TV via microondas).

Elas podem prover serviços de TV e de banda larga, se tiverem licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e até de VoIP, produto não regulamentado pela Anatel por ser valor adicionado, mas não podem usar equipamentos que dêem maior capacidade de atuação, nem investir na mobilidade.

"Estou totalmente imobilizado. Digitalizei minha operação. Fui a primeira no mundo em MMDS a fazer isso. Atuo em cidades como Campo Grande, no Mato Grosso, onde não há a infra-estrutura tradicional disponível em grande oferta. Quero fazer mais. Ampliar o raio da minha cobertura, mas sem o WiMAX ou algo semelhante não tenho como", desabafou Carlos Barreiros, ao gerente operacional da Anatel, marco Antonio Tavares.

A Acom atua em 12 cidades brasileiras( Campo Grande (MS), Campos(RJ), Cuiabá (MT), Ipatinga (MG), João Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Santos (SP), São Luís (MA) e Volta Redonda (RJ) com serviços de TV por Assinatura, banda larga e VoIP.

Barreiros foi além nas suas críticas: "Comprei minha licença. Ela vale até 2014. Posso garantir que de mim, ninguém tira nada", sentenciou, ao ser indagado sobre a possibilidade de na readequação do uso do espectro, a Anatel optar por tirar 80 MHZ do 2,5GHz para atender à oferta de serviços móveis. Posição, aliás, frisa-se que a Agência, conforme declarou Nelson Takanayagi, assegura não ter nenhuma questão fechada.

Para "apimentar" ainda mais o já acalorado embate da faixa de 2,5GHz, a Anatel posiciona que só vai certificar equipamentos WiMAX para a faixa de 2,5 GHz quando as operadoras de MMDS solicitarem ao órgão regulador a adaptação dos termos de uso desses produtos para a sua faixa - isso significa assumir o compromisso de restringir a mobilidade - até que haja uma posição final da Agência. Até que isto ocorra, o órgão regulador prefere não conceder qualquer tipo de certificação e homologação de ERBs e de CPEs (terminais para os usuários).



10.6.08

TVA quer VOIP em seu Wi.Max


CONVERGÊNCIA DIGITAL

A TVA pretende agregar o serviço de voz sobre IP à sua oferta de WiMax. A informação foi dada por Leila Loria, presidente da empresa, durante o 52º Painel Telebrasil, que acontece na Bahia neste início de junho.

Segundo a executiva, a conexão sem fio em alta velocidade começará a ser comercializada pela TVA no final de 2008, primeiramente no Rio de Janeiro. "No entanto, não começaremos com a oferta de VoIP. Isso deverá acontecer num segundo momento, provavelmente ainda no primeiro semestre do ano que vem", antecipou Loria.

A empresa foi comprada pela Telefônica no ano passado, negócio que já recebeu a anuência prévia da Anatel.


6.6.08

Anatel oficializa revogação do edital do WiMAX


CONVERGÊNCIA DIGITAL

A Anatel encaminhou nesta quinta-feira, 5/06, para o Diário Oficial da União a revogação do edital de licitação do WiMAX, cujo processo foi paralisado há mais de um ano. A publicação é aguardada para esta sexta-feira. “Este é um passo importante porque vai possibilitar o tratamento da questão em novas bases”, enfatizou o presidente da Agência Reguladora, Ronaldo Sardenberg.

Este é o fim de uma história longa - e marcada por conflitos - entre as operadoras(concessionárias fixas) e a Agência Reguladora. No edital anterior, as concessionárias estavam impedidas de participar do leilão nas suas áreas de atuação. As empresas recorreram à justiça e ganharam o direito de participar do leilão. A Anatel, no entanto, decidiu não seguir adiante. Agora tudo terá que começar do zero.

O novo edital deve contemplar a questão da mobilidade na faixa de 3,5 GHz, posição já ratificada pela União Internacional de Telecomunicações. NO edital anterior, havia a previsão do uso apenas do WiMAX fixo.

Para os interessados no processo, a definição da Anatel, certamente, aumentará o preço da licença - que não deverá chegar ao custo cobrado pela freqüência de Terceira Geração. Para Luiz Cuza, da Telcomp, por exemplo, a inclusão da mobilidade é inevitável, assim como, a elevação do preço da licença. No entanto, ele insiste na tese de a Anatel preparar um edital que estimule a competição.

"A Agência pode criar regras e facilitar a entrada de players que queiram ou não usar o serviço de mobilidade. Isso pode reduzir o custo da licença em áreas onde existem um menor interesse em função da condição econômica", exemplifica o executivo.



2.6.08

Embratel promete WiMAX nas capitais até julho


INFO

SÃO PAULO - A Embratel, do grupo Telmex, decidiu ampliar seu investimento na tecnologia WiMAX.

A expectativa da empresa, que já inaugurou serviços WiMAX em Belo Horizonte, é levar a infra-estrutura de banda larga sem fio para 12 capitais brasileiras até julho deste ano.

As cidades de Belém, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador, São Luiz e São Paulo serão incluídas na lista das capitais que receberão os rádio-transmissores da WiMAX da Embratel.

A empresa é uma das poucas teles no país que possui licença da Anatel para explorar a tecnologia sem fio. A agência reguladora deve liberar novas licenças em leilão ainda este ano.

A estratégia da Embratel com os investimentos em WiMAX é antecipar-se, oferecendo o serviço de banda larga sem fio com mobilidade antes de seus competidores.

29.1.08

Baixada Fluminense terá acesso à internet pública sem fio

O Globo Online

RIO - Foi oficialmente lançado, nesta segunda-feira, em Duque de Caxias, o "Baixada Digital", projeto de democratização do acesso às tecnologias da informação que levará internet sem fio pública e gratuita a todos os municípios da Baixada Fluminense. O programa vai permitir que, até junho deste ano, todas as escolas, hospitais, postos de saúde, órgãos das prefeituras e até praças dos municípios da Baixada tenham conexão sem fio à redes de voz e dados.

Segundo Franklin Dias Coelho, coordenador-geral do projeto Baixada Digital, 15 cidades-pólo serão responsáveis por distribuir o sinal da rede de acesso sem fio (Wi-Fi) nos municípios nos próximos seis meses, com estimativa de R$ 6 milhões de orçamento. A rede combina tecnologias de acesso em banda larga Wi-Fi, WiMax e WiMash para distribuir a banda (backbone) de 300 Megabytes aos moradores e turistas que passarem pelos órgãos da prefeitura, quiosques e praças.

De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, o projeto deve beneficiar diretamente cerca de 3,2 milhões de cidadãos, mas a expectativa é que, até meados de 2010, acordos sejam assinados para que todos os municípios do interior do estado do Rio passem a receber acesso à internet sem fio (Wi-Fi), projeto que deve incluir investimentos da ordem de R$ 42 milhões. Segundo o secretário, a primeira antena de Wi-Fi deve ser instalada logo após o carnaval, com testes para que, dentro de 90 dias, comecem a emitir sinais de internet sem fio.

- O que iniciamos hoje é uma proposta de reformar o programa de educação, de saúde e de atendimento público a partir do uso da internet em barda larga, e a céu aberto. É um dos três maiores projetos do gênero no mundo. Fica atrás apenas dos (modelos) implantados na China e no México - afirmou o secretário.


15.1.08

3G ofusca WIMAX no Brasil


ADNEWS

A batalha vem sendo travada há anos, mas começou a ganhar contornos mais claros, pelo menos para o mercado brasileiro. Trata-se da disputa para saber qual tecnologia se estabelecerá melhor: 3G ou WiMax? O recente leilão realizado para definir licenças de freqüência entre a ANATEL (Agência Nacional das Telecomunicações) e as operadoras fez com que a primeira delas saísse na frente na corrida e fosse cotada com capacidade para ofuscar a chegada do WiMax. Enquanto uma entrará com força no Brasil a partir deste ano, a outra ainda depende da burocracia e marcos regulatórios que ainda impedem sua atuação no País.

As tecnologias são semelhantes, apesar de estabeleceram concorrência. Ambas oferecem acesso à Internet, sem fios, e transmissão de dados em alta velocidade, de 1Mbps a 2Mbps. Basicamente, a 3G já tem certa fama ao redor do mundo. É uma tecnologia madura já implantada em escala na Europa e conta com vários terminais a preços mais baios. Por sua vez, o Wimax ainda não tem atuação epandida e grandiosa mundo afora. Entretanto, conta atualmente com o apoio da Sprint Nextel, terceira maior operadora do mercado americano, empresa que anunciou recentemente investimentos da ordem de 5 bilhões de dólares até 2010 em redes.

A Brasil Telecom é um dos exemplos que refletem a insegurança de empresas nacionais quanto ao WiMax. A operadora declarou estar em dúvidas se continua ou não a apostar na novidade. Afirmou pensar em direcionar investimentos para a recém-chegada 3G, já que a BrT está autorizada para operar dois lotes adquiridos no leilão.

O quesito espectro representa vantagem para a Terceira Geração. Sua faixa de freqüência mundial é de 1,9 MHz/2,1 MHz, enquanto o da concorrente pode ser encontrado em 2,5 GHz, nos EUA e Ásia, ou 3,5 GHz em continentes como Europa e América do Sul.
Para o diretor do Yankee Group para a América Latina, Luis Minoru, "a ausência de uma freqüência única implica perda de escala, roaming e interoperabilidade".




10.12.07

Anatel quer decisão sobre WiMAX no primeiro trimestre de 2008


Convergência Digital

Apesar de admitir que não gosta de fazer promessas, principalmente à imprensa, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, afirmou que o corpo técnico do órgão regulador está revisando o edital do leilão das freqüências de 3,5GHz e 10,5GHz, "subjudice" há mais de 15 meses, e que uma decisão será tomada pelo Conselho Diretor, se possível, ainda este ano.

Sardenberg também adiantou que para 2008, a Agência poderá contar com o maior orçamento da sua história: R$ 411 milhões. Este ano, o valor disponbilizado foi de R$ 356 milhões. Com relação ao WiMAX, Sardenberg, no entanto, não quis adiantar se o ponto crítico do projeto: A participação das teles nas suas áreas de atuação no leilão está equacionada ou não, tanto no corpo técnico como entre os conselheiros do órgão regulador.

"Não vou me adiantar sobre isso porque eu voto e participo do conselho. Não gosto de fazer promessas porque já fiz algumas que não foram ainda cumpridas, mas posso dizer que teremos o leilão das freqüências de 3,5GHz e 10,5GHz como prioridade da agenda da Anatel no primeiro trimestre de 2008", completou o executivo.

Sobre o atual momento político do país - há uma grande pressão do governo com relação à prorrogação da CPMF no Congresso Nacional, Sardenberg adotou a sua habilidade de embaixador para revelar que, até o momento, não há nenhuma pressão, em especial, com relação ao orçamento da Anatel para as ações previstas para o próximo ano, caso o chamado "imposto do cheque" não venha a ser prorrogado.

Ao contrário. Sardenberg adiantou que, em 2008, o órgão regulador poderá receber a maior dotação orçamentária dos seus 10 anos de vida - R$ 411 milhões. Este ano, o valor recebido ficou em R$ 356 milhões. É importante frisar, no entanto, que a maior parte das verbas do setor permanece contigenciada para o superávit primário.

Este é o caso, por exemplo,do Fistel - imposto de fiscalização cobrado das operadoras e que deveria ser repassado à Agência para que houvesse ações práticas na área - que, este ano, deverá arrecadar quase R$ 3 bi. Até setembro, segundo dados da Telebrasil, as operadoras móveis e fixas já tinham recolhidos aos cofres públicos - municipal, estadual e federal - R$ 26,5 bi. O presidente da Anatel participou nesta segunda-feira, 10/12, do Forum TeleQuest 2008, realizado na capital paulista, pelo jornalista Ethevaldo Siqueira.



3.12.07

Google vai mesmo participar do leilão de frequências de telefonia móvel nos EUA


INFO

O Google confirmou que fará uma proposta por valiosas frequências de telefonia móvel nos Estados Unidos.

A decisão pode colocar a empresa líder de buscas na internet em uma batalha contra operadoras americanas de serviços de tecnologia sem fio.

O Google entrará sozinho com uma proposta de compra das frequências sem fio na faixa de 700 megahertz em leilão marcado para começar em 24 de janeiro.

A companhia do Vale do Silício anunciou que vai entregar na segunda-feira documentação oficial para a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês). As companhias têm até a segunda-feira para declarar se estão interessadas em participar da licitação.

"Os consumidores merecem mais competição e mais inovação do que vêem hoje no mundo sem fio", disse o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt.

Outros possíveis interessados no leilão de frequências são as operadoras AT&T e Verizon Wireless, primeira e segunda maiores empresas de telefonia móvel dos EUA.


22.11.07

Governo, operadoras e Anatel tentam negociar saída pra o Wi-Max

Convergência Digital

Na próxima semana, governo, operadoras e Anatel vão tentar, mais uma vez, encontrar uma solução para o leilão das freqüências de 3,5GHz e 10,5GHz, suspenso desde setembro do ano passado. Uma reunião está agendada para Brasília, sob a gestão do Ministério das Comunicações. Independente do embate jurídico do atual edital, agora, há também de se discutir como inserir a questão da mobilidade, em função da evolução da tecnologia.

"Vamos na próxima semana para Brasília e iremos nos reunir com o secretário de Telecomunicações do Minicom, Roberto Pinto Martins, para tentarmos encontrar uma posição de consenso", destacou ao Convergência Digital, o presidente da Abrafix e da Telebrasil, José Pauletti, que participou nesta quarta-feira, 22/11, do Forte 2007, evento organizado pela Febratel - Federação Brasileira de Telecomunicações, no Rio de Janeiro.

Segundo Pauletti, as concessionárias de telefonia fixa em nenhum momento solicitaram à justiça a suspensão do leilão. "Solicitamos e conseguimos tão somente o direito de participar nas áreas de concessão. Quem parou o processo foi a Anatel e o TCU", salientou.

Na reunião da próxima semana, a idéia é que se possa chegar a um consenso para a realização de um novo edital e a venda das licenças de 3,5GHz e 10,5GHz o mais próximo possível do leilão de 3G.

"Não prevejo que isso possa acontecer ainda este ano, mas acredito que possamos realizar o processo de venda no inicio de 2008. O Brasil seria o vencedor dessa empreitada. Novos investimentos serão feitos na infra-estrutura de telecom do país", completou o executivo.

Mobilidade: O que fazer com ela no WiMAX?

Mais do que a questão do embate entre a Anatel, o Minicom e as concessionárias de telefonia fixa há, agora, um novo agravante para o leilão das freqüências de 3,5GHz e 10,5GHz: A própria definição do uso do espectro nessas faixas.

Isso porque com a evolução da tecnologia e a chegada do WiMAX Móvel, que permite mobilidade à tecnologia, há o problema da determinação de que o uso de 3,5GHz e 10,5GHz deverá acontecer tão somente para a oferta de serviços fixos, e não, para móveis - hoje - restritos ao Serviço Móvel Pessoal.

Este item está na pauta da Anatel e já há trabalhos em andamento, principalmente, depois que a UIT determinou que o WiMAX poderia ser serviço de Terceira Geração na faixa de 2,5GHz, que aqui no Brasil, é usada pelas concessionárias de MMDS (TV por Assinatura) e também com restrições legais à oferta do serviço móvel. Mas ainda falta consenso dentro da própria Agência com relação ao tema, o que significa, mais uma pendência, a ser resolvida para que a venda das faixas possa acontecer no País.


7.11.07

Wimax é internet 3.0

Convergência Digital

O WiMAX é a Internet 3.0. A afirmação é de Mo Shakouri, vice-presidente de Marketing do WiMAX Forum. Segundo ele, a tecnologia impõe às operadoras e aos fornecedores a necessidade de um novo modelo de negócios.

"O WiMAX não pode e não deve repetir os erros de outras tecnologias. Ela precisa assegurar serviços integralmente", frisou o executivo, aos presentes ao WiMAX Brazil Conference & Expo, evento que acontece na capital paulista até esta quarta-feira, 07/11.

Com relação à certificação dos produtos WiMAX, Mo Shakouri informou que o WiMAX Forum trabalha com o prazo de finalizar a certificação móvel em 2,3 GHz, 2,5 GHz e 3,5Ghz ao longo do próximo ano.

A faixa de 5,8 Ghz só deverá entrar no escopo da entidade apenas em 2009. Também há no cronograma do WiMAX Forum, o trabalho de interoperabilidade dos sistmas de WiMAX certificados com os de Terceira Geração. Essa interoperabilidade seria trabalhada também ao longo de 2008.

O ponto mais interessante da palestra do executivo do WiMAX Forum ficou com a sua declaração que o WiMAX será a base da Internet 3.0. "Posso assegurar que Web 2.0 é coisa do passado e do mundo convencional. O WiMAX nos remete á Internet 3.0, que é a mobilidade em todos os sentidos e com conexão em tempo integral. O WiMAX repensa todo o processo de negócios do setor de telecomunicações", decretou Shakouri.

O executivo do WiMAX Forum lamentou apenas o "atraso" do Brasil diante de outros países emergentes com relação à adoção da tecnologia. Segundo ele, o país precisa de um laboratório de desenvolvimento e certificação, que hoje, não existe.

"Gostaria de ver esse laboratório já em funcionamento no final do ano que vem, quando faremos uma edição do WiMAX Forum, no Rio de Janeiro para atender ao mercado latino-americano. Há laboratórios na Espanha, nos Estados Unidos, na Coréia, em Taiwan e na China. O Brasil não pode ficar de fora", salientou Shakouri.

Rentabilidade e planos assegurados: Sprint Nextel

Neste conceito onde o WiMAX se apresenta como uma revolução comercial e tecnológica para as operadoras, o diretor da Sprint Nextel, Victor Galvis, reiterou que, apesar das especulações, a operadora norte-americana prossegue com o projeto de criar uma rede nacional baseada na tecnologia.

"É claro que há a concorrência que trabalha contra, mas já há uma definição que não temos como voltar atrás. As operadoras perderam pelo menos US$ 250 bilhões com serviços Internet por não estarem preparados. O WiMAX é o caminho para não perdermos mais dinheiro", destacou Galvis.

Segundo ele, a rede WiMAX permite uma velocidade de tráfego de dados 12 vezes maior do que a atual, baseada na Terceira Geração. "Se aumentamos o tráfego de dados na rede há perda de eficiência e performance porque há um conflito com a rede de voz. Agora com o WiMAX esse problema não existe", declarou.

Outro ponto importante do WiMAX é selar, de uma vez por todas o fim do subsídio. Galvis destaca que o atual modelo de negócios das operadoras, com menor ou maior relevância, ainda tem o subsídio de terminais como forma de atrair clientes.

"Essa política não nos deixa fechar a equaçaõ da rentabilidade. No WiMAX, não há esse problema, porque não haverá o subsídio, mas sim, a competição por serviços e preços justos", completou o Galvis.

O diretor da Sprint Nextel não acredita que o modelo adotado nos Estados Unidos será replicado no Brasil ou em qualquer outro país da América Latina. "Foi um modelo pensado para o mercado norte-americano. Acredito que cada país saberá definir a sua melhor política de uso da tecnologia". Galvis apresentou aos presentes ao WiMAX Brazil Conference & Expo, o filme promocional do serviço WiMAX, batizado de XOHM (show).

Garantiu ainda que a operadora mantém o cronograma de investir US$ 2,5 bi ao longo de 2008 na infra-estrutura. Informou ainda que há uma equipe de 600 funcionários totalmente dedicados ao desenvolvimento de produtos WiMAX e confirmou: O lançamento do serviço comercial, mesmo que em alguns pontos, está agendado para abril de 2008.


8.10.07

3G x Wimax

Estadão

Conexões sem fio em larga escala foram um dos principais assuntos discutidos no evento Futurecom 2007, que aconteceu na semana passada em Florianópolis; regulamentação brasileira impede a oferta de WiMax móvel e 3G

Em junho, havia 233 mil acessos de banda larga sem fio no País, segundo um estudo da consultoria IDC, feito a pedido da Cisco. Não fossem as barreiras criadas pela regulamentação, poderia haver muito mais. A banda larga móvel, com tecnologia WiMax, e a terceira geração (3G) de telefonia celular já poderiam estar disponíveis no País. Há empresas dispostas a investir, mas regras definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não permitem que esse tipo de internet rápida entre no ar.

A banda larga tem crescido rápido. Mas a cobertura é limitada e a competição, ainda pior. No fim do semestre passado, eram 6,77 milhões de brasileiros com internet rápida. Ou melhor, nem tão rápida, porque o número inclui acessos com velocidade de 128 quilobits por segundo (Kbps) para cima. No exterior, a banda larga costuma ter 2 megabits por segundo (Mbps) ou mais, o que representa 16 vezes mais. Existem cerca de 3 mil municípios brasileiros sem internet rápida.

'O WiMax recebe de mim todo o empenho', disse na semana passada o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, durante o Futurecom, principal feira de telecomunicações do País, que ocorreu na semana passada, em Florianópolis.

Apesar disso, ele não arriscou uma data para a retomada do leilão de freqüências para o WiMax. Em 4 de outubro de 2006, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a venda das licenças. Enquanto isso, a Anatel obriga os fornecedores a bloquearem a mobilidade de seus equipamentos.

'Não dá para certificar além do que o regulamento manda', justificou Jarbas Valente, superintendente da agência. O regulamento não prevê serviços móveis. 'A mobilidade não deve ser limitada por mecanismos regulatórios', defendeu o ministro das Comunicações, Hélio Costa, na abertura do evento. Este foi somente um dos conflitos entre o discurso do ministro e o da Anatel. Em 2006, quando a venda das freqüências foi suspensa, Costa foi um dos principais críticos das condições do leilão.

Em fevereiro, a Alvarion, fornecedora de equipamentos, fez um teste de WiMax em 2,5 GHz, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. 'Conseguimos oferecer velocidade de 10 Mbps para o assinante', afirmou Ricardo Pence, diretor da companhia. A Embratel, a Brasil Telecom e a Neovia possuem licenças para usar a faixa de 3,5 GHz, a mesma que será vendida pela Anatel. A Brasil Telecom escolheu a Alcatel-Lucent para desenvolver sua rede. A Embratel e a Neovia têm equipamentos da Alvarion. Somente a Neovia, que opera no Estado de São Paulo, começou a oferecer banda larga via WiMax.

As empresas com licença de TV paga via microondas (MMDS), como a TVA, também podem operar o WiMax mesmo sem o leilão. A consultoria Frost & Sullivan estima que haverá 600 mil acessos de WiMax no País em cinco anos, num total de 12 milhões de usuários de banda larga.

'No começo, a tecnologia vai atender a alguns nichos importantes', afirmou Luiz Carlos Moraes Rego, diretor do WiMax Forum no Brasil. Um deles seriam as cidades digitais, em que as prefeituras resolvem instalar banda larga para melhorar o acesso da população a serviços públicos. Outro seriam as pequenas e médias empresas e os condomínios.

A Claro e a Telemig Celular investiram em redes de terceira geração, mas não podem oferecer o serviço porque a Anatel não permite. Eles pretendem usar a faixa de 850 MHz, que já possuem e está sem uso. O regulamento, no entanto, não prevê 3G nessa freqüência. 'Só falta ligar a rede', disse na semana passada o presidente da Claro, João Cox.

As operadoras celulares temem a competição do WiMax móvel. O diretor de Regulamentação da Vivo, Alberto de Mattos, defendeu condições iguais. Quem vencer o leilão de 3G terá obrigações de cobertura, tendo que instalar rede em cidades pequenas, o que não acontece com o WiMax. Além disso, as licenças para o WiMax devem ser mais baratas. 'O 3G e o WiMax são complementares, apesar de haver sobreposição', disse Petronio Nogueira, sócio da Accenture. 'É saudável para o mercado.'