Mostrando postagens com marcador acionistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acionistas. Mostrar todas as postagens

13.1.08

OI faz oferta bilionária pela BT


O GLOBO

A Telemar Participações, holding que controla a operadora de telefonia Oi, confirmou nesta quinta-feira, por meio de comunicado, que vem mantendo conversações com os controladores da Brasil Telecom, que se intensificaram nas últimas horas. No entanto, a companhia observa que não foi firmado documento de qualquer natureza até o momento.

A transação passa pela compra dos ativos da Solpart, holding controladora da Brasil Telecom, pela Oi. O valor proposto seria de R$ 4,8 bilhões pelas ações dos fundos de pensão, Citigroup e Opportunity - e foi considerado excepcional pelos sócios, conforme fontes a par do assunto. As ações da Telemar subiram 13% nesta quinta-feira, com a divulgação das notícias ( clique aqui e confira o desempenho do mercado financeiro ).

O fato relevante informa ainda que os valores discutidos durante estes entendimentos são meramente indicativos e que dependerão na configuração do negócio se esse for fechado.

As negociações entre os controladores da Oi e da BrT avançaram nos últimos dias e podem desembocar na formação de uma megaoperadora com capital nacional sob o comando dos empresários Andrade Gutierrez e Carlos Jereissati ( leia análise no site da Míriam Leitão ). Os acionistas das duas empresas têm se reunido repetidamente desde segunda-feira.
Complexidade da operação leva empresas a fazer o anúncio aos poucos

Segundo nota da coluna Negócios & Cia, do jornal O GLOBO, em conversas com fornecedores, na noite de quarta-feira, executivos das duas operadoras davam como certa a venda da Brasil Telecom à Oi-Telemar. O negócio, garantiam, está fechado. Mas o anúncio formal será feito homeopaticamente.

Isto porque a operação é bem mais complexa do que uma aquisição de uma companhia pela outra. De um lado, envolve a saída do Citi da Brasil Telecom. De outro, prevê a venda da participação que o GP tem na Oi para Andrade Gutierrez e La Fonte, da família Jereissati.

Os R$ 4,8 bilhões que estão na mesa equivalem a R$ 70,22 pelas ações da Solpart na Brasil Telecom Participações, o que significa R$ 56,17 por ordinária dos minoritários. Para os acionistas na bolsa, os números não são tão satisfatórios. Frente ao fechamento de ontem, representa um ganho inferior a 5%.

A despeito de analistas financeiros considerarem baixo o montante proposto, ele equivale a quase o dobro do que os fundos de pensão e o Citi pagaram pela participação da Telecom Italia na Solpart, no ano passado. Por isso, agradou os controladores.
Governo é a favor da criação de uma supertele, mas concretização depende de mudança na lei

Se as negociações forem bem-sucedidas, será realizado o desejo do governo de criar uma operadora nacional, sob o comando de sócios estratégicos, para concorrer com a espanhola Telefónica e a mexicana Telmex (dona da Embratel). Mas é provável que esses grupos reajam a uma mudança de regras que permita apenas a consolidação das teles brasileiras.

O governo não será obstáculo para a união entre as operadoras nacionais, disse ontem ao Valor o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que está de férias em Miami. Ele afirmou que há disposição em alterar, por meio de um decreto presidencial, o Plano Geral de Outorgas (PGO). O plano impede, conforme as regras atuais, que os mesmos acionistas tenham o controle de duas concessionárias.

- A negociação é privada, exclusivamente entre empresas. O governo não interfere ,disse Costa. Mas há um aceno, evidentemente, de que o governo não será obstáculo para as negociações , completou.

A boa vontade demonstrada pelo governo em alterar o Plano Geral de Outorgas, para permitir a aquisição da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (antiga Telemar), poderá causar desconforto no setor. Segundo analistas, as outras duas grandes competidoras no mercado de telefonia fixa, Telefônica e América Móvil (dona da Embratel), provavelmente se sentirão prejudicadas pela mudança na lei e podem entrar na briga pela autorização de atividades que hoje são vedadas.

Fontes do Ministério das Comunicações afirmaram que, embora o decreto ainda não esteja redigido, pode sair rapidamente. O importante, ressaltaram, é que o governo já deu informalmente carta branca às operadoras. A Casa Civil da Presidência da República e a Anatel foram procuradas, mas não haviam retornado até o fechamento desta edição do jornal Valor.

Mas a boa vontade demonstrada pelo governo em alterar o Plano Geral de Outorgas, para permitir a aquisição da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (antiga Telemar), poderá causar desconforto no setor . Segundo analistas, as outras duas grandes competidoras no mercado de telefonia fixa, Telefônica e América Móvil (dona da Embratel), provavelmente se sentirão prejudicadas pela mudança na lei e podem entrar na briga pela autorização de atividades que hoje são vedadas.

Há outra questão no caminho da fusão. Há cerca de dois meses, surgiram especulações de que a BrT faria uma pulverização de seu controle na Bolsa. Para Daniella Marques, gestora de Renda Variável da Mercatto Investimentos, a medida seria positiva, pois, hoje, o preço do papel sofre com o imbróglio acionário. Na opinião de Alex Pardellas, da Banif, a pulverização inviabilizaria uma compra pela Oi, que teria de fazer uma oferta a milhares de acionistas.



3.12.07

Motorola troca CEO em janeiro


INFO

SÃO PAULO - Greg Brown, atual COO, será o CEO da empresa a partir de janeiro, no lugar de Edward Zander.

Aos 47 anos, Brown é, além de chief Operating Officer, o presidente da empresa americana. Brown ocupará o cargo de Zander, 60 anos, que continuará como chairman da companhia até maio de 2008, quando acontecerá a reunião de acionistas da Motorola.

Num comunicado oficial a Motorola afirma que a decisão faz parte de um processo de sucessão cuidadosamente planejado pela companhia.



15.11.06

Acionistas da Telemar decidem sobre reestruturação acionária

O Globo

A Telemar realizará nesta segunda-feira o que deverá ser a maior assembléia de acionistas já realizada no Brasil. A partir das 10h, cerca de 1,2 milhão de detentores de papéis preferenciais da companhia terão o direito de decidir se aprovam ou não uma reestruturação que visa a retirar do mercado papéis da Telemar Participações, Tele Norte Leste Participações e Telemar Norte Leste, dando em troca, aos investidores, ações da nova empresa Oi Participações.

A operação marcará o ingresso da operadora de telefonia no Novo Mercado da Bovespa, onde são negociadas apenas ações ordinárias.

A grande dúvida, no entanto, é se os investidores preferencialistas irão ou não aceitar a proposta. O presidente da companhia, Luiz Eduardo Falco, alega que a reestruturação dará maior poder de captação no mercado à Telemar, o que seria importante em um cenário de consolidação do setor, em que a tendência é de fusões e aquisições entre companhias.

Embora concordem com a justificativa, analistas de mercado e acionistas questionam o valor estabelecido na relação de troca de ações. Segundo o determinado pela Telemar, acionistas detentores de papéis ordinários receberão 2,6 vezes mais papéis da Oi Participações do que os preferencialistas.

Nos cálculos da analista de telecomunicações da Ativa Corretora, Luciana Leocádio, a relação de troca é injusta e pressupõe um prêmio de 161% para as ações ordinárias sobre as preferenciais.

- Um ano atrás, antes da reestruturação ser anunciada, esta diferença entre os preços era de 40%. Hoje, ela está em torno de 110% e só não chegou aos 160% em função da das incertezas sobre a aprovação da reestruturação na assembléia. Mas se a operação for aprovada, certamente essa diferença irá se desfazer na hora - prevê.

Caso o quorum não seja obtido na votação - é necessária a aprovação de detentores representantes de 50% das ações preferenciais no mercado e mais 1 ação - será convocada uma segunda assembléia. Se, ainda assim, a quantidade mínima de preferencialistas não estiver presente, haverá uma terceira assembléia, imediatamente, porém com uma exigência de quorum de 25%.

Executivos da Telemar já disseram várias vezes que não farão uma nova proposta de relação de troca de ações caso a atual não seja aprovada. E vêm acenando com algumas vantagens na tentativa de convencer os investidores. A empresa se propôs, por exemplo, a elevar o valor distribuído em dividendos de R$ 785 milhões em 2006 para R$ 3 bilhões em 2007 e 2008, e para 80% do fluxo de caixa livre da operadora a partir de 2009.

- O valor da troca seria uma espécie de pedágio que o acionista PN estaria pagando para ingressar em uma empresa melhor - avalia Luciana.

O problema, alerta o analista de investimentos do Banco Modal, Eduardo Roche, é que os papéis da empresa estão muito pulverizados entre minoritários e fundos de investimento. Dois deles - o americano Brandes e o inglês Genesis, que juntos têm 15% do capital preferencial da empresa - já se disseram contra a operação.

- Outros, como o Capital e o Templeton, ainda não se manifestaram. Mas, se votarem contra, representarão mais 15% dos papéis. A base de acionistas é enorme, mas são os grandes fundos que têm o maior poder de decisão - avalia.

Luciana Leocádio alerta para o fato de que os controladores atuais da empresa - entre eles a AG Telecomunicações (Andrade & Gutierrez) e a GP-, já indicaram o interesse de deixar o comando da empresa ao aceitarem a operação.

- Caso a reestruturação não seja aprovada, a Telemar pode virar uma empresa consolidada e não uma consolidadora nesse processo que vem acontecendo (de fusões e aquisições). Se isso acontecer, os acionistas ordinários têm direito a 80% do prêmio pago pela aquisição do controle da empresa, segundo a lei. Já os preferencialistas ficam sem nada - alerta.