BRASÍLIA - Anunciados como solução para impedir a atuação de criminosos dentro dos presídios, os bloqueadores de celular caíram em desgraça com o governo federal. Relatório do Ministério da Justiça aponta fragilidades nos aparelhos, ultrapassados pela evolução da telefonia móvel, e defende sua substituição por rastreadores móveis, capazes de ouvir as conversas, localizar e identificar as freqüências dos celulares usados por bandidos. A troca estará entre as medidas do Programa Nacional de Segurança com Cidadania, com lançamento previsto para agosto.
O pacote vai incluir a compra de 30 novos equipamentos orçados em R$ 16,7 milhões, informou o secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Pedro Ambramovay, que presidiu a comissão. As falhas no sistema de bloqueadores - adotados em cinco presídios do Rio - foram relatadas por técnicos da Anatel que participaram dos debates. Os novos rastreadores serão fornecidos aos estados pelo governo federal.
De acordo com o ministério, os 30 rastreadores serão usados em esquema de rodízio em 51 penitenciárias no país. Também está previsto o investimento de R$ 40,3 milhões em kits com detectores de metais e aparelhos de raios X e a aplicação de recursos contingenciados do Fundo Penitenciário Nacional em construção de novas unidades, compra de equipamentos e treinamento de agentes.
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